haicai para uma improvisação

HAIKAI_28

 

Hoje foi meu primeiro dia com o Grupo X de improvisação, coordenado pela Prof. Dra. Fátima Daltro e pelo bailarino Edu O. Eu estava muito desejoso de me mover e de dançar, e quando apareceu esta oportunidade eu prontamente me disponibilizei.

Para 2015 o tema da pesquisa será:

“Superfícies para improvisação é uma ação do Grupo X de improvisação em Dança que propõe encontros semanais para levantar reflexões sobre as distintas possibilidades de relações que operam no corpo ao contato com o outro e de como se multiplicam as superfícies de interação corpo ambiente.

Uma proposta que busca, em espaços diversos, experimentação de movimento que é pensado em sua relação espaço-temporal para criação de danças. A ideia de que o lugar pode ser elaborado a partir da intervenção do corpo, exigindo em sua dinâmica de interação, diálogos que transitam entre passado, presente e possível futuro.”

No trabalho de hoje começamos com um aquecimento simples em grupo rolando pela sala e focando na sensação de peso, no contato do corpo com a superfície do chão e no movimento das articulações. A medida que os corpos foram aquecendo fomos nos colocando em situações de desafio do centro de gravidade, parando em posições e retirando, dentro das possibilidades individuais, os pontos de apoio até que o corpo não conseguisse mais se equilibrar e tivesse de voltar ao chão. Depois iniciamos espontaneamente a improvisar pela sala, nos relacionando com o espaço, uns com os outros, com os impulsos internos de cada um.

Em um canto da sala Fafá e Edu, deixaram papel e canetas, máquinas de fotografar, celulares, e disseram para nós nos sentirmos a vontade para utilizá-los de acordo com nossos desejos e impulsos durante todo o processo. Podíamos escrever, filmar, fotografar, desenhar e o que mais nos desse na telha.

Meu eucorpo estava louco e sedento por movimento e dança. Fui entrando no clima e quando dei por mim já tínhamos dançado por 3 horas. Quando terminamos eu estava naquele entrelugar de paz, relaxamento, completude, atenção relaxada, abertura, afeto e gratidão.

As superfícies profundas do que somos se entrelaçaram com as outras superfícies espaço a fora, nossas imagens corporais se entrelaçaram e havia uma unidade estética no acontecimento e na experiência. Houveram momentos de profunda comunhão, não uma comunhão metafísica, mas comunhão de corpos em movimento, de pensamentos do corpo, de estéticas, de intenções, de desdobramentos, de fissuras, de dobras e de superfícies.

Meu eucorpo agora está completamente excitado, querendo mais. Dançar é libertador.

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