SANTOS, 2006

SANTOS, B. S. Para uma sociologia da ausências e uma sociologia das emergências. IN: SANTOS, B. S (org.). Conhecimento prudente para uma vida decente. São Paulo: Cortez, 2006, p.777-821.

A crítica da razão metonímica

  • Razão cosmopolita
    • Sociologia das ausências
    • Sociologia das emergências
    • Trabalho de tradução
  • Razão
    • Impotente
    • Arrogante
    • Metonímica – é obcecada pela ideia de totalidade sob a forma da ordem. Não há compreensão nem ação que não seja referida a um todo e o todo tem absoluta primazia sobre cada uma das partes que o compõem.
    • Proléptica
  • Sociologia das ausências – Cinco lógicas ou modos de produção da não existência pela razão metonímica
    • Monocultura do saber ou do rigor do saber
    • Monocultura do tempo linear
    • Lógica da classificação social
    • Lógica da escala dominante
    • Lógica produtivista
  • São assim, cinco as principais formas sociais de não existência produzidas ou legitimadas pela razão metonímica: o ignorante, o residual, o inferior, o local e o improdutivo.

A Sociologia das Ausências propõe:

  • Ecologia dos saberes
  • Ecologia das temporalidades
  • Ecologia dos reconhecimentos
  • Ecologia das trans-escalas
  • Ecologia de produtividade

A crítica da razão proléptica

  • A sociologia das emergências é a investigação das alternativas que cabem no horizonte das possibilidades concretas
  • Axiologia do cuidado
    • Sociologia das ausências – alternativas disponíveis
    • Sociologia das emergências – alternativas possíveis
  • Os campos sociais mais importantes onde a multiplicidade e diversidade mais provavelmente se revelarão são os seguintes
    • Experiências de conhecimento
    • Experiências de desenvolvimento, trabalho e produção
    • Experiências de reconhecimento
    • Experiências de democracia
    • Experiências de comunicação e de informação

Das ausências e das emergências ao trabalho da tradução

  • A tradução é o procedimento que permite criar inteligibilidade recíproca entre as experiências do mundo, tanto as disponíveis, como as possíveis.
  • Incide tanto sobre os saberes como sobre as práticas (e seus agentes).

Condições e procedimentos da tradução

  • O que traduzir? Zona de contato
  • Entre quê? Saberes e práticas
  • Quem traduz? Sábios (sages) e intelectuais
  • Como traduzir? Topoi
  • Quando traduzir? Conjugação de tempos, ritmos e oportunidades apresentadas pelas zonas de contato
  • Traduzir com que objetivos? Desenvolver uma alternativa à razão indolente, na forma daquilo que o autor chama de razão cosmopolita. Criar constelações de saberes e práticas suficientemente fortes para fornecer alternativas credíveis ao que hoje se designa por globalização neoliberal.
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