Humberto Maturana

Desarrolló el concepto de autopoiesis y sentó las bases de la Biología del Conocer. Obtuvo el Premio Nacional de Ciencias (1994) por sus investigaciones en el campo de la percepción visual de los vertebrados y sus planteamientos acerca de la teoría del conocimiento.

Em 1970 Maturana criou e aprimorou o conceito de Autopoiese, que explica como se dá o fechamento dos sistemas vivos em redes circulares de produções moleculares, em que as moléculas produzidas com suas interações constituem a mesma rede que as produziu e especificam seus limites. Ao mesmo tempo, os seres vivos se mantém abertos ao fluxo de energia e matéria, enquanto sistemas moleculares. Assim, os seres vivos são “máquinas”, que se distinguem de outras por sua capacidade de auto-produzir-se. Desde então, Maturana tem desenvolvido a Biologia do conhecimento.

Autopoiese

Característica de um sistema capaz de se autodefinir, autoconstrução e frequentemente se renovar a partir dessas duas primeiras ações. Ou seja, existe autonomia no estabelecimento de duas constituintes básicas de um sistema: estrutura e organização.

  • Estrutura: Componentes de um sistema;
  • Organização: Relação entre esses componentes.

Além desses dois constituintes, ainda temos um terceiro: o meio. Mas este depende intimamente do ser que responde aos estímulos que provoca, sendo os estímulos respondidos de acordo com relações internas do ser perante esse estímulo externo. Ou seja, o estímulo parte de fora, mas a reação parte de relações internas do ser. Maturana atribuiu essa característica ao processo cognitivo, contrapondo ao que é (ou era) tido como o tradicional, de que o estímulo externo da experiência que define o processo de aprendizado, dizendo que são as correlações internas a partir dessa experiência que definem o aprendizado.

A filosofia da ciência e epistemologia de Maturana foi desenvolvida a partir da descrição daquele que sofre esse processo de aprendizado e que produz o conhecimento: o ser humano. Para Maturana, o ser humano é um sistema que define, constrói e modifica sua própria organização a partir de seu comportamento e suas ideias, sendo autoconsistente e autopoiético. Podemos traçar analogias com sistemas biológicos como células, que produzem internamente suas componentes, mas no caso específico do humano estamos tratando mais no campo dos pensamentos, e portanto da biologia da cognição.

Normalmente a organização é invariante, mas a partir da validação do observador, sendo essa o seu entendimento, pode sofrer modificações. Dentro dessa ideia, existem quatro domínios de estrutura:

  • Dois domínios de mudança: a de estado, em que a organização se mantém, e a destrutiva, em que a organização é modificada;
  • Dois domínios de interação: as perturbadoras, que provocam mudanças de estado, e as destrutivas, que provocam interações destrutivas.

Como os estímulos externos surgem a todo momento, então o ser está sempre respondendo a esses estímulos de acordo com suas relações internas e frequentemente se renovando e sofrendo mudanças, ao histórico dessas mudanças chama-se ontogenia.

A autopoiese, ou biologia da cognição ou biologia do conhecer é a gênese da epistemologia de Maturana, a partir dessa característica que define e explica o ser no qual se materializa o fenômeno do conhecer, toda a sua linha de pensamento é traçada.

Fonte: wikipédia

 

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