Logbook #1

01/11/15 – 16h – Teatro Martim Gonçalves (Festival Internacional de Artes Cênicas de Salvador – FIAC)

Krum

Krum acompanha o cotidiano de diversos personagens ordinários. São pessoas comuns que diariamente precisam lidar com suas frustrações, típicas de uma sociedade baseada no consumo. Um espetáculo sobre conflitos internos. A peça se inicia com o retorno ao lar de Krum, que, depois de perambular pela Europa em busca de experiências, volta para casa – na periferia de uma cidade israelense – de mãos vazias. Ao chegar, confessa que não viu nada, não viveu nada, que nem mesmo no estrangeiro foi capaz de encontrar o que buscava.

O diretor

Marcio Abreu é dramaturgo, diretor e ator. Criou e integra a companhia brasileira de teatro, sediada em Curitiba. Desenvolve projetos de pesquisa e criação de dramaturgia própria, releitura de clássicos e encenação de autores contemporâneos inéditos no país. Entre seus trabalhos, estão Vida (2010), Oxigênio (2010), Isso te interessa? (2011) e Esta Criança(2012), primeira parceria entre a companhia brasileira e a atriz Renata Sorrah, que se estende com Krum. Recebeu diversos prêmios e indicações, entre eles o prêmio Bravo!, o prêmio Shell, o APCA, o prêmio Governador do Estado, no Paraná, o APTR e o Questão de Crítica. Foi escolhido pelo jornal Folha de São Paulo como personalidade teatral do ano, em 2012.

  • Texto – Hanoch Levin (Tradução: Giovana Soar)
  • Direção – Marcio Abreu
  • Elenco – Cris Larin, Danilo Grangheia, Edson Rocha, Grace Passô, Inez Viana, Ranieri Gonzalez, Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan/Rodrigo Andreolli (em alternância) e Rodrigo Ferrarini
  • Cenário – Fernando Marés
  • Trilha e efeitos sonoros – Felipe Storino
  • Desenho de luz – Nadja Naira
  • Figurino – Ticiana Passos
  • Direção de movimento – Marcia Rubin
  • Produção – Faliny Barros e Cássia Damasceno
  • Língua – Português
  • Duração – 1h50
  • Classificação etária – 16 anos


01/11/15 – 20h – Espaço Xisto Bahia (FIAC)

nii – nada novo sob o sol

nii é um pretexto para investigar certos modos de se mover. Valendo-se da máxima existencialista do Livro do Eclesiastes, a obra volta a sua atenção para a mecânica cíclica dos fenômenos e movimentos humanos, se desenvolvendo a partir de referências da literatura, do cinema e da filosofia. nii não é “sobre” nada, mas “a partir de”. Aqui não há qualquer interesse no inédito ou a menor pretensão por uma configuração inovadora. niipersegue rastros históricos e denuncia afetos instaurados. É deliberado ao que já está posto, ao que já existiu, mas permanece como desdobramento. É um ensaio coreográfico, um lugar entre preconcepção e intuição, entre experimento e espetacularidade.

O coreógrafo

Bailarino, coreógrafo, professor de dança e licenciando em Dança pela UFBA, desde 2007 Neemias Santana atua como professor, ministrando aulas e oficinas com a metodologia focada na fluência do movimento. Em 2010, foi convidado a integrar o Balé Jovem de Salvador, onde atuou como bailarino até 2013, retornando em 2014 como professor convidado. Nesse mesmo período também trabalhou sob direção de Dejalmir Melo, pela então Cia. Ômega. Desde 2012, é bailarino e intérprete-criador do Núcleo de Investigação Coreográfica João Perene. Ao longo de sua carreira como intérprete, também vem desenvolvendo sua atuação como criador. É diretor e intérprete do espetáculo 70porcento (ou Studying Water), contemplado pelo Quarta que Dança 2013, releitura da obra Water Study de Doris Humphrey, no qual explora a plasticidade da água e faz uso de recursos de vídeo.

  • Concepção e direção – Neemias Santana
  • Elenco – Brisa Carrilho, João Rafael, Leonardo Muniz, Melissa Figueiredo e Ramon Moura
  • Trilha sonora – Desenho de luz – Márcio Nonato
  • Figurino – Carol Diniz / Vestíveis em Fluxo
  • Videomaker – Rogério Vilaronga
  • Produção – Inah Irenam
  • Duração – 40 min
  • Classificação etária – Livre


01/11/15

Leitura: CHAUI, Marilena. Merleau Ponty: o que as artes ensinam à filosofia. IN: HADDOK-LOBO, Rafael (Org.) Os filósofos e a arte. Rio de Janeiro, RJ: Editora Rocc, 2010.


 

31/10/15 – 20h – Teatro Vila Velha (FIAC)

Untitled_I will be there when you die

Untitled_I will be there when you die é uma prática coreográfica e performativa sobre a passagem do tempo que nasce de uma reflexão sobre a arte do malabarismo. Este trabalho representa o segundo capítulo de um projeto maior intitulado Will you still love me tomorrow?.  Neste novo trabalho o arremesso de objetos evoca a fragilidade da existência humana. Untitled_I will be there when you die é como um trabalho escrito com o olho. A ideia é despir todos os estereótipos que são comumente associados a esta arte circense no imaginário coletivo e permitir a sua exploração como uma linguagem. Prática, regra, disciplina, empenho e concentração são os blocos de construção deste trabalho que força os atores a permanecer no presente momento.

O diretor

Multidisciplinar, o italiano Alessandro Sciarroni envolve profissionais de diferentes áreas para promover um diálogo entre a dança contemporânea, festivais de teatro, museus e galerias de arte, bem como em espaços não convencionais. Seu trabalho vai além das definições tradicionais de gênero e parte de uma matriz conceitual de artistas como Duchamp para fazer uso de uma estrutura teatral, usando algumas técnicas e experiências de dança, circo ou esportes. Além do rigor, coerência e clareza de cada criação, sua obra tenta descobrir obsessões, medos e fragilidades do ato de desempenho, através da repetição de uma prática para os limites da resistência física dos intérpretes, olhando para uma diferente dimensão do tempo, e de uma relação empática entre o público e os artistas.

  • Concepção e direção – Alessandro Sciarroni
  • Elenco – Lorenzo Crivellari, Edoardo Demontis, Victor Garmendia Torija e Pietro Selva Bonino
  • Música original e som – Pablo Esbert Lilienfeld
  • Iluminação – Rocco Giansante
  • Consultoria dramatúrgica – Antonio Rinaldi Peggy Olislaegers
  • Produção Lisa Gilardino – Duração 50 min
  • Classificação etária –  Livre

 


29/10/15 – 20h – Teatro Vila Velha (FIAC)

It’s going to get worse and worse and worse, my friend!

Um discurso pode ser uma arma poderosa. Ao longo dos séculos, entusiasmou incontáveis massas e galvanizou-as dentro da ação, para melhor ou para pior. O discurso desencadeou revoluções e alimentou guerras. Mas um discurso não se limita a entusiasmar os ouvintes, muitas vezes ele também transpõe o orador em um estado de transe. Em seguida, ele se perde em um fluxo de palavras, de maneira obsessiva. O poder de um discurso muitas vezes depende do transe do orador. Em “It’s going to get worse and worse and worse, my friend“, Lisbeth Gruwez dança o transe do êxtase discursivo. Ela se aproveita de fragmentos de um discurso do televangelista ultraconservador americano Jimmy Swaggart e, inicialmente, a linguagem é amigável e pacificadora, mas a partir de seu desejo compulsivo de persuadir, transparece crescente desespero e expõe sua natureza mais profunda: a violência.

A artista

Lisbeth Gruwez começou sua carreira profissional com Ultima Vez, atuou em As Long As the World Needs a Warrior’s Soul e Je suis sang (1999), Les Guerriers de la beauté (2001),Images of Affection (2002), Few Things and Cry Me a RiverCry Me a River e Foi (2003),  Quando l’uomo principale è una Donna (este criado com Jan Fabre exclusivamente para ela) e na instalação Origine (2004). Em 2006, fundou Voevolk com Maarten Van Cauwenberghe e no ano seguinte estrelaram Forever Overhead. Em 2008 atuou em I!2,Lost Persons Area e em Lost Persons Area – filme nomeado para o Festival e Cannes e pelo qual foi indicada ao prêmio de melhor atriz pela Flemisch Movie Awards. Em 2010, criou sua primeira groupperformance HeroNeroZero e participou de um curta de Silvia Defranc. Em 2011, criou as performances L’Origine It’s going to get worse and worse and worse, my friend. No ano passado, criou AH / HA, seu primeiro trabalho em grupo e, em 2015, o solo Lisbeth Gruwez dança Bob Dylan.


28/10/15  – 17h – Passeio Público (FIAC)

Cosme e Damião/Duo

Uma estranha gemelidade conecta os corpos de dois intérpretes. Eles são parecidos fisicamente: um é brasileiro, o outro é francês; um é bailarino, o outro é ator; um é paraplégico, o outro, não. Dois homens observam uma paisagem e este é o ponto de partida deste duo. Eles convidam o público a contemplar esta paisagem. Dois corpos representam a lenda dos santos gêmeos Cosme e Damião em Salvador, onde os cultos se misturam, se completam e se afrontam. Esta performance é um ritual de passagem entre o dia e a noite, um trabalho sobre o apego, o pertencer, a separação, a ruptura, o desapego, o afastamento.

O diretor

Gilles Pastor é ator, autor e diretor de teatro. Em 2002 ele fundou a cia. KastôrAgile, com base em Lyon, na França. Na companhia, ele desenvolve um teatro pessoal e íntimo, partindo de materiais autobiográficos (vídeos de família, sexualidade, doença…), e seu trabalho o conduz à exploração das fronteiras entre diferentes gêneros. Seus espetáculos são, na maioria das vezes, a narração de uma viagem, real e/ou fictícia. Gilles realizou residências de criação em Lyon, na Villa Gillet – Centre de Recherches Contemporaines e no Subsistances – Laboratoire de Création Artistique. Em 2007,  ganhou o prêmio Villa Médicis hors les Murs para trabalhar em Salvador.

  • Concepção, direção, cenografia e figurino – Gilles Pastor
  • Elenco – Edu O. e Jean-Philippe Salério
  • Trilha sonora – Arandel
  • Iluminação – Yoann Tivoli
  • Coreografia – Astrid Takche de Toledo
  • Produção – Stéphane Triolet
  • Duração – 50 minutos
  • Classificação étaria – Livre

27/10/15

Leitura: TESTA, Letícia. Que corpo é este que dança a imagem do pensamento? ALEGRAR, n.07, set/2011.


 

27/10/15 – 20h – Teatro Martim Gonçalves (FIAC)

6 Modelos para Jogar

Um espetáculo que é feito de uma pluralidade de interpretações e que muda de estrutura a cada vez que é apresentado. Uma obra em movimento. O projeto 6 Modelos para Jogar  propõe um desafio criativo a partir da obra máxima do escritor Julio Cortázar, O Jogo da Amarelinha, unindo um grupo multifacetado. Os artistas, que transitam entre o teatro, a dança e a performance, construíram seis versões de um espetáculo, seis modelos ao mesmo tempo autônomos e interligados. Em todos está presente a ideia de jogo com a linguagem, a cena e com o próprio espectador; um jogo em que tudo e todos podem mudar de lugar.

Alex Cassal é diretor, dramaturgo, ator e historiador. É fundador do grupo Foguetes Maravilha, responsável por espetáculos como Ele Precisa Começar e Ninguém Falou que Seria FácilDani Lima é performer e coreógrafa. Foi fundadora e integrante da Intrépida Trupe. Realizou espetáculos como Vaidade, Falam as partes do todo? e 100 gestos. Cristian Duarte é coreógrafo e bailarino. Criou espetáculos como Hot 100 – The Hot One Hundred ChoreographersBiomashup (na programação do FIAC 2015) e Médelei.Denise Stutz é uma das fundadoras do Grupo Corpo. Trabalhou com a coreógrafa Lia Rodrigues, e desde 2003 desenvolve seu próprio trabalho solo. Marcio Abreu é dramaturgo, diretor e ator. Criou e integra a companhia brasileira de teatro, sediada em Curitiba. Entre seus trabalhos, VidaIsso te Interessa?,  Esta Criança e Krum (na programação do FIAC 2015).

  • Idealização – Alex Cassal e Dani Lima
  • Direção – Alex Cassal, Cristian Duarte, Dani Lima, Denise Stutz e Márcio Abreu
  • Elenco – Fábio Osório Monteiro, Francisco Thiago Cavalcanti, Julia Rocha e Renato Linhares
  • Desenho de luz – Tomás Ribas
  • Produção – Fábio Osório Monteiro
  • Língua – Português
  • Duração – 1h15
  • Classificação etária – 16 anos


24/10/15

Leitura: ROCHA, Thereza. Dança | Filosofia: Verso e reverso de um dizer. IN: Revista Urdimento, N° 19 | Novembro de 2012, p.73-82.


24/10/15 – 17:30 – Teatro Experimental Escola de Dança da UFBA (FIAC)

Biomashup – Cristian Duarte (São Paulo)

  • Concepção, criação e direção – Cristian Duarte
  • Criação e dança – Alexandre Magno, Aline Bonamin, Clarice Lima, Felipe Stocco, Leandro Berton, Patrícia Árabe e Tom Monteiro
  • Concepção musical para theremin – Tom Monteiro
  • Desenho de luz – André Boll
  • Figurino – Daniel Lie
  • Produção – Daniel Cordova
  • Duração – 1h30
  • Classificação etária – 16 anos

 

Biomashup é um concerto de dança para seis bailarinos e um músico. O trabalho convida a um exercício de percepção permanente de um espaço ressonando ficções cinéticas. Os bailarinos, como forças dinâmicas, disponibilizam seus arquivos da dança, produzindo um campo de contaminação e regeneração povoado pela diferença de possibilidades e intensidades não esgotadas pelo tempo histórico. Ao vivo, o músico Tom Monteiro junto com o instrumento russo theremin – um dos primeiros instrumentos eletrônicos a serem inventados, e um dos poucos que podem ser tocados sem contato físico – enuncia a ética do trabalho: construir um movimento que é corpo sem ser do corpo.

O diretor

Bailarino e coreógrafo, Cristian Duarte se dedica à pesquisa e criação em dança contemporânea. Treinou em São Paulo com Estúdio e Cia Nova Dança (1995-2000). Graduou-se na PARTS (Performing Arts Research and Training Studios), escola dirigida pela coreógrafa Anne Teresa de Keersmaeker em Bruxelas (2002). Desde então, realiza seus próprios projetos e colabora com artistas no Brasil e no exterior. Entre suas obras, destacam-se: Biomashup (2014), The Hot One Hundred Choreographers (2011), Médelei – Eu Sou Brasileiro (etc) e não existo nunca (2006), Embodied (2003), Pressa (1998).

Apoio Residência Artística LOTE#3/15ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo e Casa do Povo

Coprodução Festival Panorama 2014

Apoio primeira fase Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2012/14

Apoio 2015 Lote Osso/ 17ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo


 

 

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